1-(CatolicaSC) As grandes cidades brasileiras enfrentam grandes problemas socioambientais que -afetam a todos, mas as consequências mais graves recaem com maior intensidade sobre as parcelas mais pobres da população. Com relação a esses problemas, assinale a alternativa CORRETA.
a) A impermeabilização do solo, o desmatamento e a ocupação de áreas de riscos como fundo de vale e encostas íngremes contribuem para os alagamentos e inundações nas cidades.
b) A produção do lixo urbano, apesar de problemática, vem sendo reduzida de forma substancial em virtude da conscientização da população sobre os efeitos nocivos do consumo.
c) As temperaturas atmosféricas nas metrópoles tendem a aumentar da periferia para as regiões centrais das cidades. Esse fenômeno chama-se inversão térmica e ocorre em todas as grandes cidades brasileiras.
d) A mobilidade urbana não chega a ser um problema no Brasil, uma vez que o governo tem desenvolvido vários programas para resolvê-lo, a exemplo da implantação de metrôs nas grandes metrópoles brasileiras.
e) Todas as cidades brasileiras possuem Plano Diretor, o que vem provocando a diminuição dos problemas socioambientais, uma vez que ele obriga o poder executivo a atuar de acordo com as normas de sustentabilidade.
2 - (CEFET)
Se, em meados do século XIX, a população urbana representava apenas, 1,7% da população mundial, em 1950 tal porcentagem era de 21% e, em 1960, de 25%. Assim, a urbanização é um fenômeno não apenas recente como também crescente, e em escala planetária. O fato de que, entre 1800 e 1950, a população mundial multiplicou-se por 2,5 e a população urbana por vinte, mostra a importância que a urbanização vem tendo no mundo desde mais de um século. Cabe aqui, entretanto, colocar o problema de entender as causas do fenômeno e verificar se elas são as mesmas nos diferentes pontos do globo.
SANTOS, M. Manual de Geografia urbana. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008.
Nesse contexto, é correto inferir que
a) as tecnologias da construção civil criaram novas possibilidades de instalações e assentamentos para a população.
b) as políticas públicas de controle da qualidade do ar associaram- se à desconcentração industrial das cidades globais.
c) as cidades jardins foram construídas com grandes vias de circulação, agregando a população de baixa renda expulsa do campo.
d) o urbanismo racionalista de Brasília impediu a expansão de habitações destinadas à população de maior poder aquisitivo em áreas verdes.
e) o planejamento territorial dos países desenvolvidos evitou a ocorrência de problemas infraestruturais no início do seu processo de urbanização.
3 - (ESPM)

As linhas representam uma inversão da realidade nacional. Trata-se de:
a) Taxas de natalidade e mortalidade.
b) Crescimento e diminuição das exportações e importações brasileiras no período.
c) Inversão da PEA nos setores primário e secundário.
d) Crescimento do PIB nacional e deflação.
e) Evolução da população urbana e rural.
4 - (ESPM) Quanto à mobilidade demográfica interna brasileira, o último Censo de 2010 mostrou que
a) as cidades entre 100 mil e 500 mil habitantes foram as que mais cresceram.
b) as cidades pequenas com menos de 50 mil habitantes foram as que mais cresceram.
c) a região Sudeste foi a maior receptora de imigrantes.
d) o número de migrantes que se movimentam pelo país vem aumentando ano a ano.
e) as metrópoles adentraram a um ritmo de diminuição demográfica, enquanto as cidades médias crescem demograficamente.
(UERJ)

A Zona Portuária do Rio de Janeiro vem recebendo muitos investimentos públicos e privados com o objetivo de promover sua renovação física e funcional.
Considerando a charge, a nova dinâmica espacial pode ter a seguinte consequência sobre o processo de urbanização nessa região da metrópole carioca:
a) mudança do perfil social
b) degradação do setor comercial
c) aumento da atividade industrial
d) redução da acessibilidade viária
5 - (UNICAMP) A tabela abaixo apresenta a população total, urbana e rural (em milhões de habitantes), das macrorregiões brasileiras, segundo os três últimos censos realizados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Assinale a alternativa que indica corretamente as regiões identificadas pelos números 1, 2 e 3.
Brasil/Regiões
|
Urbano/
Rural
|
Ano
1991
|
Ano
2000
|
Ano
2010
|
Brasil
|
Urbano
|
110,9
|
137,7
|
160,9
|
Rural
|
36,0
|
31,8
|
29,8
| |
Região 1
|
Urbano
|
5,9
|
9,0
|
11,6
|
Rural
|
4,3
|
3,8
|
4,1
| |
Região 2
|
Urbano
|
25,7
|
32,9
|
38,8
|
Rural
|
16,7
|
14,7
|
14,2
| |
Região 3
|
Urbano
|
16,3
|
20,3
|
23,2
|
Rural
|
5,7
|
4,7
|
4,1
| |
Região Sudeste
|
Urbano
|
55,1
|
65,4
|
74,6
|
Rural
|
7,5
|
6,8
|
5,6
| |
Região Centro-Oeste
|
Urbano
|
7,6
|
10,0
|
12,4
|
Rural
|
1,7
|
1,5
|
1,5
| |
Fonte: Sinopse do Censo do IBGE de 2010.
| ||||
a) Sul; Norte; Nordeste.
b) Norte; Nordeste; Sul.
c) Nordeste; Sul; Norte.
d) Norte; Sul; Nordeste.
6 - (UNICAMP) Em termos genéricos, a rede urbana constitui-se no conjunto de centros urbanos funcionalmente articulados entre si. É, portanto, um tipo particular de rede na qual os vértices ou nós representam os diferentes núcleos de povoamento dotados de funções urbanas, e as linhas representam os diversos fluxos entre esses centros.
(Adaptado de Roberto Lobato Corrêa, Trajetórias Geográficas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.)
Sobre a rede urbana brasileira é correto afirmar que:
a) formou-se a partir do interior do continente, com o nascimento das cidades “boca de sertão”, funcionais para o povoamento e a exploração do ouro.
b) já no início do século XIX, ela deixou de seguir o modelo dendrítico implantado desde o início da colonização para atender à economia agroexportadora.
c) a partir da segunda metade do século XX, a industrialização implicou forte articulação inter-regional, gerando uma rede urbana de porte nacional.
d) na atualidade, destaca-se a monofuncionalidade dos principais centros que a formam, dada a especialização das funções urbanas requerida na globalização.
7 - (UNIMOSNTES)

Fonte: uol.com.br. Acesso 3-10-2013.
Com base nos dados, podemos afirmar que
a) o percentual de municípios com IDHM baixo ficou estagnado entre 1991 e 2000.
b) o maior crescimento, entre 2000 e 2010, ocorreu nos municípios de IDHM muito alto.
c) o IDHM, entre 1991 e 2010, apresentou redução dos índices classificados como muito baixos e baixos.
d) a renda foi o indicador que mais cresceu no período analisado, contribuindo para o avanço social
registrado.
8 - (UNICENTRO) Sobre os movimentos sociais urbanos, assinale a alternativa correta.
a) O êxodo rural na década de 1950 foi o mais importante movimento social urbano no território brasileiro.
b) As reivindicações por melhorias nos transportes levadas adiante por associações de moradores de bairros e a luta pela regularização de loteamentos, são exemplos de movimentos sociais urbanos próprios das metrópoles brasileiras.
c) A migração de nordestinos para o Sudeste, nos caminhões denominados “paus-de-arara”, constituíram um importante movimento social reivindicatório de melhores condições de emprego e de remuneração.
d) A luta pela posse da terra empreendida pelo MST teve importante reflexo na estruturação urbana das cidades que sediaram esse movimento social urbano, como é o caso de Brasília e de Curitiba.
e) A escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014 resultou de um importante movimento social urbano, de base político-econômica, empreendido pela população carioca através das associações de bairro e da mídia.
9 - (UERJ) A análise das áreas de influência das metrópoles permite identificar características atuais da rede urbana nacional, como é o caso da descontinuidade espacial da polarização exercida por um centro urbano e a superposição espacial das áreas de influência das cidades. Um exemplo pode ser observado no mapa ao lado, no caso das áreas polarizadas por Curitiba e por Porto Alegre.

A descontinuidade espacial das áreas de influência dessas duas metrópoles meridionais tem como principal explicação a existência de:
a) fluxos de migrantes da região Sul para outras regiões
b) filiais de indústrias gaúchas e paranaenses dispersas pelo país
c) redes de transporte rodoviário com origem nos estados sulistas
d) matrizes de bancos curitibanos e porto-alegrenses e agências em outros estados
10 - (UERJ) Depois de aguardar por uma década, o Rio de Janeiro se tornou a primeira cidade do mundo a receber o título de Patrimônio Mundial como paisagem cultural concedido pela UNESCO. O conceito de paisagem cultural passou a ser utilizado a partir de 1992 e se aplica a locais onde a interação humana com o meio ambiente ocorre de forma harmônica. Até o momento, as regiões reconhecidas mundialmente nessa categoria relacionaram-se a áreas rurais, sistemas agrícolas tradicionais, jardins históricos e outros locais de cunho simbólico, religioso e afetivo.
Adaptado de O Globo 02/07/2012.
Os processos de patrimonialização acentuaram-se ao longo dos últimos trinta anos, incorporando inclusive novas categorias, como a de “paisagem cultural”.
Para o caso do Rio de Janeiro, a manutenção da harmonia entre ocupação humana e meio ambiente no espaço urbano deve ser garantida, principalmente, por meio de:
a) flexibilização da legislação das regiões sujeitas a proteção ambiental
b) desapropriação das áreas de encostas existentes na região metropolitana
c) preservação dos conjuntos de logradouros dotados de atrativos naturais
d) reordenamento das áreas litorâneas marcadas pela expansão imobiliária
11 - (UERJ)
(F “Urbano ou rural?” foi destaque na coluna Radar, na revista Veja. Ela apresenta o caso extremo de União da Serra (RS), município de 1900 habitantes, dos quais 286 são considerados urbanos. A reportagem da revista apontou as seguintes evidências: a) a totalidade dos moradores sobrevive de rendimentos associados à agropecuária; b) a “população” de galinhas e bois é 200 vezes maior que a de pessoas; c) nenhuma residência é atendida por rede de esgoto; d) não há agência bancária.
JOSÉ ELI DA VEIGA
Adaptado de www.zeeli.pro.br.
A situação descrita no texto ocorre porque, no Brasil, a classificação oficial de uma aglomeração urbana se dá exclusivamente a partir do seguinte critério:
a) hierárquico-funcional
b) econômico-financeiro
c) político-administrativo
d) demográfico-quantitativo
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